Clicando neste link, você pode consultar o Dicionário escolar latino-português, do Professor Ernesto Faria. Logo abaixo estão os prefácios das diferentes edições da obra.

Prefácio da 6ª edição, 1982

O Latim não é uma língua morta, proclamou-o enfaticamente Jules Marouzeau, em seu livro Introduction au Latin. Continua vivo, cada vez mais vivo, falado cada dia e cada instante, através das línguas românicas. Vive ou — se quiserem — revive cada dia no Português, no Francês, no Espanhol, no Italiano, no Romeno... Só isso bastaria para justificar o estudo do Latim, o interesse por essa extraordinária língua de camponeses que, como nenhuma, chegou a ter os requintes de expressão que podem causar inveja a muitas línguas modernas.

Não se pode, aqui no Brasil, falar de Latim, de ensino de Latim, sem se deixar de associar o nome de Ernesto Faria.

Ernesto Faria não foi apenas um professor de Latim que formou numerosos professores, entre os quais me incluo. Não foi apenas um grande especialista. Não foi apenas o autor de numerosas obras especializadas. Foi, mais que isso e além disso, um homem que pôs toda a sua vida a serviço da língua latina, numa devoção exclusiva e apaixonada. Estivesse hoje entre nós, estaria sem dúvida lutando pela volta do ensino do Latim na escola média. Certo é que o veríamos a lutar, a brigar, a defender o Latim como costumava dizer, porque ferir o Latim era o mesmo que feri-lo.

Como Marouzeau, não admitia a expressão "língua morta" para, como dizia, uma "língua de uma grande civilização que assimilou todas as civilizações anteriores".

Seus principais livros estão cheios desse apaixonado amor de dedicação exclusiva à língua de Vergílio. A Introdução à Didática do Latim e O Latim e a Cultura Contemporânea são uma admirável defesa dos estudos clássicos.

A vida de Ernesto Faria foi toda dedicada ao ensino da língua latina no curso superior, na escola média e nas suas obras.

Com 27 anos apenas, em 1933, concorre a uma cadeira de Latim do Colégio Pedro II, com a tese A Pronúncia do Latim — Novas Diretrizes ao Estudo do Latim. Esse trabalho já faz antever o pesquisador e profundo latinista. Nele já está patente a influência que sobre ele exerceria Jules Marouzeau.

Em 1934, publicou uma Síntese da Gramática Latina. Trata-se de um livro inovador para a época. Aparecem citados na obra Ernout, Meillet, Vendryes, Laurand, Maddig, Lindsay e outros.

Em 1935, publicou O Latim pelos Textos. Aqui nos dá uma imagem da civilização romana através de uma farta antologia, de notas explicativas, de esboços bibliográficos de autores latinos e de leituras sobre as instituições rcmanas.

Retomando os estudos iniciados sobre a pronúncia do Latim em sua tese de 1933, publica em 1938, revisto e com melhor tratamento, o Manual de Pronúncia do Latim (exposição teórica e prática da pronúncia clássica do Latim, segundo as determinações do programa oficial).

Aqui já era Ernesto Faria um nome consagrado no Brasil e no exterior.

Em 1939, assumiu a cátedra de Língua e Literatura Latina da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.

Em 1941, publica O Latim e a Cultura Contemporânea (I — A Questão do Latim e II — As Modernas Diretrizes do Ensino do Latim). Neste livro examina a situação dos estudos latinos em aproximadamente 33 países, culminando com a situação brasileira. Com felicidade rara, debate a questão do valor e da atualidade do Latim, situa o problema de língua viva e língua morta.

Sua preocupação com o Latim era global. Não ficou apenas em publicações para o curso superior. Escreveu também para a escola média. Assim, em 1944, publica a Gramática Elementar da Língua Latina para a 1.ª e 2.ª séries ginasiais e, em 1945, o Curso de Latim.

Em 1943, publicou seu Vocabulário Latino-Português.

Em 1955, surge, segundo muitos, a sua mais importante obra: Fonética Histórica do Latim. Não há dúvida que essa obra faz jus a esse julgamento, pela segurança da doutrina exposta, pela bibliografia atualizadíssima, pelo conhecimento seguro dos gramáticos latinos. Além do mais, trata-se de obra indicada na bibliografia de estudos em Paris e Lisboa.

Foi também em 1955 que publicou pelo Ministério da Educação e Cultura, através da ex-Campanha Nacional de Material de Ensino, hoje FAE. o Dicionário Escolar Latino-Português que ora apresentamos.

É, pois, da maior oportunidade o lançamento de nova edição deste Dicionário. Não queremos dizer da raridade de obras desta natureza. Preferimos ressaltar a importância da obra de Ernesto Faria, que, como o Latim, não morreu. Continua vivo entre nós, através de sua extraordinária obra e da presença viva de seus numerosíssimos alunos e discípulos, entre os quais, com humildade e orgulho, nos incluímos.

Um dia há de se escrever a história dos estudos clássicos no Brasil e a figura de Ernesto Faria sobressairá pelo sentido de permanente renovação e atualidade, pela crença no valor do estudo do Latim e pelo devotado amor a seu trabalho.

Desejamos terminar estas considerações neste prefácio, ressaltando que estão de parabéns os promotores desta iniciativa de reeditar este Dicionário e, mais ainda, os nossos alunos de Letras, que são ainda os que estudam Latim — por poderem contar com obra dessa categoria.

Walmírio Macedo

Decano do Centro de Documentação e Letras da Universidade Santa Úrsula

e professor de Português no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal Fluminense

Prefácio da 5ª edição, 1975

Roma caput mundis, Roma princeps urbium, Roma, a Cidade Eterna deu-nos uma grande lição de direito, de ordem e organização; uma lição de paz, realismo e senso prático. O nosso mundo conturbado conquistaria a tranqüilidade e equilíbrio se soubesse reviver a gloriosa PAX ROMANA.

“Mas tu, ó romano, tens de governar os povos
Tua arte é ensinar os caminhos da paz,
Poupar aos humildes e derrubar os orgulhosos.”
(Vergílio, Eneida.)

A História de Roma contém muita sabedoria, porque é a única que analisa a vida de um grande povo, na sua fase de grandeza e de decadência, dentro de uma trajetória completa, mostrando-nos que a história ascendente de uma nação constitui a história da sua integração, desenvolvimento e efetivação dos seus objetivos. Assim, Roma cresceu extraordinariamente, quando era um plano de organização universal em marcha, animado de intenso espírito cívico na realização de Roma Imperial, transformando-se, então, em metrópole do mundo durante cinco séculos.

Divulgou-se a língua latina em todos os domínios do Império Romano, quer na Europa e Ásia, quer na África. Na Antiguidade foi língua universal. Na Idade Média, tornou-se a língua oficial da Igreja Católica. No século XIV, o humanismo renascentista redescobriu o latim clássico como língua cultural. No século XVIII, reafirma o latim o seu prestígio no campo das ciências, cujas obras são redigidas diretamente no idioma de Cícero. Em pleno século XX continua vivo o interesse pelo latim, como podemos observar no Brasil o sucesso alcançado pelo Dicionário Escolar Latino-Português do saudoso Professor Ernesto Faria, que a Fundação Nacional de Material Escolar, agora, lança a sua 5.ª edição.

Para melhor compreender o movimento ascensional da Roma antiga, é necessário proceder profundo estudo da personalidade de César.

Caio Júlio César é uma das figuras mais discutidas da História. Desde a sua época até os nossos dias, dividem-se as opiniões no que diz respeito à apreciação da sua obra. Já Suetônio e Plutarco, nos seus escritos, nos apresentavam de maneira diversa aquela grande personalidade; do mesmo modo procedem os maiores escritores modernos. Analisemos alguns exemplos bem expressivos. Wells, por exemplo, não tem nenhuma admiração pelo genial romano, a quem considera um tirano e opressor, além de devasso e lúbrico possuidor de ambição ilimitada, que fez correr rios de sangue para consolidar a sua glória em feitos imperecíveis.

Não participa desse ponto de vista Comte, que considera César como o maior político da Antiguidade e um dos tipos mais representativos do gênero humano.

Sustenta Ferrero que, na política romana, César logrou ser um grande general, um grande escritor, um grande personagem, porém, não um grande homem de Estado, afirmando ainda que ele foi um grande agitador e destruidor; no papel de gigantesco destruidor, escreve, é que César deve ser admirado, porque, por haver destruído mais do que qualquer outro, contribuiu também mais do que todos os seus contemporâneos para a regeneração do mundo antigo. Já no modo de ver de Mommsen, César foi um grande orador, um grande escritor e um grande capitão; chegou a ser, porém, tudo isto, porque era perfeito homem de Estado. E assim discordam os autores sobre a significação histórica do magno político e militar da Roma antiga.

Não pretendemos discutir aqui o assunto. O certo é que César foi possante gênio, verdadeiro monstrum activitatis, como dele dizia Cícero, ou então, como melhor viu Goethe: "Quem não conhece César, mesmo sem minhas balbuciantes palavras? Como é verdadeiramente grande, puro e bom! Forte, poderoso, sem temer a oposição! Inabalável, irresistível! Sagaz, habilidoso, entusiástico, tendo-se por filho da Fortuna, prudente e rápido — o epítome de toda a grandeza humana." Na verdade, César é fenômeno histórico excepcional. Daí a complexa formação dessa rica personalidade, que não pode ser apreciada por estreito critério. Júlio César foi instrumento dos imperativos da evolução humana, e por isso mesmo, com os seus atos, deu à humanidade grande lição de política objetiva e realística. Mostrou que o grande estadista precisa reunir as qualidades mais diferentes, como a ousadia e o bom-senso, a impulsividade e o equilíbrio, a iniciativa arrojada e o trabalho calmo. Cada uma dessas qualidades tem a sua ocasião propícia de aplicação. O verdadeiro homem de ação é flexível, adapta-se às circunstâncias, variando as técnicas, quando se fizerem mister. A política exige muito realismo.

Procedeu de acordo com esses princípios Júlio César. Para compreender a magnitude da sua obra, cumpre perceber, preliminarmente, a significação dela. Naqueles tempos, a civilização humana atravessava fase decisiva da sua história. O desenvolvimento de Roma tinha trazido período crítico, e ela vivia dentro das maiores perturbações. Sucediam-se os distúrbios, com motins, revoltas, revoluções e guerras civis. Desde as lutas de Mário e Sila, a política romana agitava-se com os entrechoques violentos entre os partidos aristocrático e popular. No governo de Sila, os nobres preponderavam, mas, ávidos das suas vantagens e privilégios, não estavam à altura dos acontecimentos. E a desordem prosseguia em curso crescente, trazendo como conseqüência muito derramamento de sangue. César, em virtude das relações de parentesco com Mário e por ser genro de Cina, pertencia ao partido popular, e, com o apoio decidido do povo, fez a sua carreira política, onde revelou grande habilidade. Compreendeu logo, porém, que para atingir o poder precisava aliar ao seu prestígio político a força militar. É assim que se esforçou vivamente para atingir esse objetivo. Na organização do célebre triunvirato com Crasso, homem de grande fortuna, Pompeu, general prestigioso pelos seus grandes feitos militares no Oriente, César, já cônsul e representante do partido democrático, consegue o governo das Gálias. Nesta oportunidade, chefia poderosas legiões romanas, demonstrando posteriormente, numa série de conquistas que põe em prática, verdadeiro gênio militar. Amplia extraordinariamente o poderio de Roma, submetendo ao seu jugo a população circunvizinha da Itália, levando, com grande audácia, as suas expedições até a Germânia e a Britânia. Dentro de programa sério e objetivo, com a mais alta visão política, César continua as suas campanhas, estendendo aos povos dominados os usos, costumes e a própria cultura romana. Nessa atividade grandiosa, adquire muita experiência dos negócios públicos, concebendo a idéia suprema da unidade do Império Romano.

Depois da morte de Crasso, Pompeu volta-se para os nobres, traindo o partido popular. Vem, então, a luta de César com Pompeu, onde ele sai vitorioso na batalha de Farsália. Alcança, nestas condições, o poder máximo, pondo em prática os seus ideais republicanos de concentração do executivo e do legislativo nas mãos de um único chefe, para, por intermédio desse expediente, exterminar a anarquia reinante. Roma, assim, entrou em período de organização e prosperidade.

Nesta altura, César revela-se estadista extraordinário. Desenvolvendo atividade invulgar, orientada por plano gigantesco, proporciona a Roma a ordem e a paz. Por meio das mais sábias medidas políticas melhora as condições de vida de todos, rebaixando os impostos, dividindo as terras entre os legionários veteranos, condenando o luxo; promove o recenseamento, reforma o calendário, constrói grandes obras públicas; para instruir e divertir o povo, manda abrir teatros e casas de diversões, atraindo para a capital do mundo os artistas e sábios. Mas não pára aí a sua atividade. Dá ao Império organicidade, transformando Roma em Capital do Império, e não mais em cidade dominadora dos demais círculos sociais. Garante a continuidade da civilização greco-romana, permitindo ao Império Romano desempenhar o seu alto papel histórico. Reorganiza o Estado, com a mais clarividente visão do futuro da humanidade. E como muito bem observou Plutarco: "César tinha a paixão dos grandes empreendimentos; e, em vez de desejar, após tantas façanhas, o gozo pacífico do fruto de suas fadigas, buscava novos atrativos para a sua audácia. Não pensando senão no futuro, formava projetos mais vastos do que nunca; a cobiça duma nova glória obscurecia, por assim dizer, a seus olhos, a glória já adquirida. Essa paixão tornava-se como que um ciúme de si próprio, como podia ter contra um terceiro; era perseverança obstinada em querer ultrapassar as façanhas precedentes com outras que se propunha cumprir. Formava o projeto de guerra aos Partas e para isso já se preparava. Subjugados estes, atravessaria a Hircânia, seguindo o Mar Cáspio e o Cáucaso, penetraria depois na Cítia, submeteria todos os países próximos da Germânia e a própria Germânia, para então voltar à Itália pelas Gálias, depois de ter aumentado o Império Romano, dando-lhe todo o Oceano como único limite. Enquanto preparava essa expedição, tomava medidas para o istmo de Corinto, encarregando Anieno dessa empresa. Pensava, também, em cavar um profundo canal, desde Roma até Circeu, para conduzir o Tibre ao mar, perto de Terracina, e para abrir ao comércio um caminho cômodo e seguro até Roma. Queria ainda mandar secar os pântanos que cercavam Pomécio e Cécia e mudar terras cobertas de águas em campos férteis, capazes de dar trabalho a milhares de arados. Projetava, afinal, levantar barreiras contra o mar próximo de Roma, com diques na costa; limpar o ancoradouro de Óstia, perigoso para os navegadores, em virtude dos recifes cobertos de águas; e construir ali portos e abrigos suficientes para conter o grande número de navios que chegavam de toda parte." César, porém, teve dificuldades em realizar tão magno programa, porque não encontrou auxiliares competentes e mesmo porque foi assassinado.

Convém registrar aqui fato expressivo, para mais profunda reflexão. A tragédia dos grandes estadistas quase sempre é de não possuírem colaboradores à altura... Por isso, a mediocridade, que teme o valor, logo aniquila a obra do gênio, retardando assim o progresso do gênero humano. O exemplo de César, nesse sentido, é típico.

Para a reconstrução do mundo, assume a lição de César grande atualidade. No seu tempo, como acabamos de ver, ela garantiu a continuidade da civilização greco-romana, impedindo que os bárbaros a destruíssem. No momento, a civilização moderna também se acha ameaçada pelos bárbaros, mas bárbaros de diversas modalidades, internos e externos, que querem anarquizar tudo... É preciso contê-los em tempo, solidarizando os povos cultos na defesa das suas instituições e da sua cultura.

Sabe a FENAME que todos nós podemos aprender muito no estudo da História Romana. Concorda, também, com famoso escritor inglês ao afirmar assemelharem-se a jovens que não freqüentam a escola os povos que não assimilaram a civilização de Roma, razão pela qual o estudante brasileiro receberá, certamente, com muito entusiasmo esta nova edição do magnífico Dicionário Escolar Latino-Português do saudoso Professor Ernesto Faria.

Rio de Janeiro, abril de 1975.

HUMBERTO GRANDE

Diretor Executivo da

Fundação Nacional de Material Escolar

Prefácio da 4ª edição, 1968

A Campanha Nacional de Material de Ensino, ao entregar ao público estudioso a quarta edição do Dicionário Escolar Latino-Português, rende homenagem ao seu Autor, o saudoso professor Ernesto Faria, que foi Catedrático de Língua e Literatura da Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil. Latinista conhecido e consagrado, embora cedo desaparecido, traz, ainda, a alunos e mestres a contribuição da sua cultura e conhecimento com a obra ora apresentada.

Destinando-se o Dicionário Escolar Latino-Português aos estudantes de grau médio, apresenta os elementos fundamentais de consulta para êsse nível; registra essencialmente os vocábulos de uso corrente no período clássico da língua, embora não deixe de mencionar palavras usadas por autores de valor literário que viveram em época anterior ou posterior àquela. Ao consignar as diversas acepções de um vocábulo, faz a citação dos autores e das obras em que ocorre o seu emprêgo, peculiaridade que valoriza e recomenda o presente trabalho para a melhor compreensão e aprendizagem do léxico latino.

Esta nova edição, cuidadosamente revista e ampliada pela professôra Ruth Junqueira de Faria, virá satisfazer os inúmeros pedidos recebidos de todos os pontos do país e ainda não suficientemente atendidos, pelas edições anteriores.

O propósito da Campanha Nacional de Material de Ensino, ao lançar a quarta edição do Dicionário Escolar Latino-Português, é concorrer para a difusão dos elementos de cultura e, dentro do seu campo de atividades, prestar assistência aos estudantes econòmicamente menos favorecidos.

Rio de Janeiro, 1967.

Heloisa Araujo

Diretora Executiva da Campanha Nacional de Material de Ensino

Prefácio da 3ª edição, 1962

Verso da folha de rosto da 3ª edição

Esta edição do DICIONÁRIO ESCOLAR LATINO-PORTUGUÊS foi publicada pela CAMPANHA NACIONAL DE MATERIAL DE ENSINO, sendo Presidente da República o Doutor João Belchior Marques Goulart, Primeiro-Ministro o Doutor Tancredo de Almeida Neves, Ministro da Educação e Cultura o Doutor Antônio de Oliveira Britto, Responsável pela Diretoria Geral do Departamento Nacional de Educação a Professora Dulcie Kanitz Vicente Vianna e Diretora Executiva da Campanha Nacional de Material de Ensino a Professora Heloisa Araujo.

Prefácio da 3ª edição

Esta é a terceira edição do Dicionário Escolar Latino-Português, lançada pela Campanha Nacional de Material de Ensino, do Departamento Nacional de Educação. O rápido esgotar das primeiras edições falam sobejamente da sua excelente acolhida entre mestres e alunos.

Visa o Dicionário Escolar Latino-Português a atender aos estudantes dos cursos de grau médio. Registra, pois, essencialmente os vocábulos de uso corrente no período clássico da língua, não deixando, contudo, de mencionar palavras usadas por autores de valor literário, anteriores e posteriores àquela época. Ao apresentar as diversas acepções de um vocábulo, faz citação precisa de autores e das obras em que ocorre o seu emprêgo, peculiaridade que o valoriza e o recomenda para a melhor compreensão e aprendizagem do léxico latino.

A elaboração do Dicionário Escolar Latino-Português foi confiada ao professor Ernesto Faria, Catedrático de Língua e Literatura Latinas da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Latinista e autor consagrado nos meios educacionais do País, representa o seu nome uma garantia do valor da obra, que agora se apresenta revista e ampliada.

Com a publicação da terceira edição do Dicionário Escolar Latino-Português, prossegue o Ministério da Educação e Cultura, através da Campanha Nacional de Material de Ensino, o seu plano de assistência ao estudante brasileiro, proporcionando-lhe uma obra de alto padrão por preço acessível.

Rio de Janeiro, janeiro de 1962.

HELOISA ARAUJO

Diretora Executiva da C.N.M.E.